Para os obesos mórbidos que tomam a decisão de enfrentar a cirurgia bariátrica, a redução do tamanho do estômago produz resultados impressionantes: em alguns meses, a pessoa perde, em média, um terço do peso excessivo que prejudicava gravemente a saúde, o convívio social e o amor-próprio. Mas os muitos quilos a menos não são garantia de corpo em forma. Na maioria dos pacientes operados, as sobras de pele depois do emagrecimento radical chegam a formar um “avental” sobre a barriga, além de dobras nos braços e pernas, o que prejudica os movimentos e causa irritações. Só desaparecem com uma série de cirurgias plásticas que sempre deixam extensas cicatrizes. “Tudo o que o obeso quer é ficar magro. Mesmo alertada pelo médico, a maioria não pensa no que acontece depois de uma drástica perda de peso. Só quando consegue eliminar o excesso e vê o corpo todo flácido é que percebe que tem um novo problema”, diz José Tariki, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Os especialistas calculam que em 90% dos casos é necessária alguma cirurgia reparadora depois da redução de estômago. “A necessidade varia conforme a idade, a genética, o sedentarismo. Mas, de um modo geral, trata-se de uma pele que foi submetida a estiramento exagerado e perdeu as propriedades elásticas para voltar ao lugar”.